
Geralmente, eu não me envolvo nas discussões polêmicas que se perpetuam pelas redes sociais. Mas acho importante suscitar algumas questões. Entre os adeptos do bbb e os mais rigorosos e pragmáticos intelectuais, muita coisa tem passado despercebida. Uma delas é aquela velha teoria da política do pão e circo. Gente, vamos virar o disco! Não existe uma conspiração midiática ou política! Ninguém está sendo conduzido cegamente a lugar nenhum!
Se a “timeline” está cheia de comentários sobre o bbb ou sobre a volta da Luiza do Canadá, isso reflete as nossas preferências. É uma via de mão dupla. O espectador busca entretenimento e os dispositivos político-midiáticos lançam mão disso para se beneficiar. Relação simples e clara! Num mundo em que a informação é matéria-prima, é impossível falar de uma “vitimização” do público.
Não estamos mais na década de 60 em que os canais de comunicação eram deturpados e ofereciam uma espécie de “verdade absoluta”. Estamos num mundo sem bandeiras. Essa história de alta e baixa cultura já era! Não existe mais a dualidade entre “cult” e “comercial”. Estamos cientes da situação, só optamos por outros caminhos e vamos arcar com as consequencias. E, pra mim, é aí que mora o problema.
O que ninguém está percebendo é que estamos diante de uma nova configuração sócio-política. Se o twitter foi capaz de gerar uma discussão a ponto de colocar a globo numa “saia justa”, imagina se as redes sociais fossem utilizadas também para reivindicarmos os nossos direitos? Ou seja, usando uma liguagem bem contemporânea, "movimento social seria mato!"
Putz! Perfeito.
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